pulo

1 de fev de 2018

Amigo Imaginário


Hoje Tutu veio conversar (seriamente) comigo sobre seu amigo imaginário, q possui nome próprio e tudo, rs. Ele já havia comentado sobre ele antes, mas de modo superficial e até vergonhoso. 

Sempre q esse “assunto” aparecia, tentava deixar ele relaxado para me contar o q quisesse; mas ele ficava tímido e saía rindo escada acima para o quarto, animado com seu segredo. 

Mas agora foi diferente; estávamos deitados na cama, naquele momento em q respiramos para relaxar, antes de rezar para dormir. Normalmente nesse horário, batemos um papinho; é aquele momento de conversar só com a mamãe, rs.

Conversa vai e vem, tive abertura para fazer perguntas sobre esse novo amigo.

Tutu tranquilamente me diz que não é uma pessoa, pq ele não possui corpo; explica q vive dentro dele, na sua cabeça, precisamente atrás de seu cérebro.

Contou tb q seu amigo q tem nome engraçado e bem típico para a idade, serve para ajudá-lo a resolver os problemas dos jogos eletrônicos, q dá dicas de como jogar, construir coisas e agir; resumidamente, o amigo que o ajuda a pensar.

Mas q agora esse amigo, q as vezes dorme de dia e a noite fica acordado, vai ter q ficar acordado tb de tarde; pois prometeu ajudá-lo nos estudos da escola nova, pq lá ele (Tutu) ficará mais inteligente.

E eu fiquei lá, escutando atentamente, dando alguns pitacos, levando bronca em outros (pq eu preciso entender o “amigo” dele tb) e imaginando os planos elaborados desses “dois” sobre o futuro q os aguardam.

Obviamente possuo um olhar psicopedagógico sobre isso tudo, sem me esquecer jamais dos ensinamentos esotéricos, místicos, magísticos e espirituais sobre esse tipo de ocorrência; mas uma coisa está bem clara nessa fase da vida, a ansiedade com a escola nova... Ainda mais depois de ter profetizado isso!

Amigos imaginários... O fase boa!

Quem nunca teve o seu, que atire a primeira pedra!



Rezando antes de dormir



Eu e Tutu sempre rezamos antes de dormir; não é nada dogmático ou voltado para algum tipo de religião, é livre!

Nossa reza foi se moldando com o tempo, a maturidade e as necessidades dele.

O modo de falar é todo criado por ele; atualmente, sigo repetindo suas palavras, se errar a “ordem” ainda levo bronca, rs.

Nela fazemos pedidos aos espíritos da luz e aos bons da noite, sobre ter uma boa noite de sono, sem pesadelos, sonhos maus e nem sonhos ruins.

Há pedidos sobre ser atento, focado, esperto e sem medo de nada pela manhã.

Mas nessa noite ele falou q a reza mudaria, pois ele colocaria mais coisas; em seus novos pedidos entrou a fala sobre ele estudar bastante e se comportar muito bem na escola nova.

Disse q agora sim os pedidos estavam completos!

Terminou como de costume, com o Universo conspirando a seu favor.

Como eu disse no início, a reza antes de dormir muda de acordo com os objetivos q Tutu quer cumprir.

Tão legal ver a evolução mental e espiritual dele; muito orgulho desse meu filho!

25 de jan de 2018

Tutu, o Flash



Sou contra alguns tipos de medicações para crianças, mas não sou daquelas que acham que criança não precisa de remédio neurológico, isso é ser obtuso!

Obviamente algumas crianças precisam de medicação para ter uma melhor qualidade de vida; o questionamento é: até que ponto os pais estão dispostos em se doar para descobrir isso? 


Desde o último acontecimento com Tutu e a medicação; fiquei muito temerosa, admito. Foi uma das poucas vezes na vida em que senti medo!

Muitas pessoas vieram falar comigo depois daquele ocorrido; estavam preocupadas comigo e com ele. Achei isso admirável! 


Meu escrito tocou muitas pessoas num grau jamais pensado por mim. Algumas dividiram relatos bem pessoais e até secretos, outras relatos de parentes, mas nenhuma me deu um relato como mãe, e só quem é mãe sabe do que estou falando; não desmerecendo com isso os demais, não me entendam mal.

Quando retornei ao médico de Tutu, tive uma conversa precisa com o neurologista em relação a esse assunto; precisava sentir segurança, não só da medicação; mas segurança pessoal em tentar novamente.

Relatei o que percebia nele, as coisas que ele me contava da escola, o que ouvi de pessoas que trabalhavam na escola e as informações informais coletadas por aí. Contei como seria a próxima série e os desafios a serem enfrentados. Abri meus medos e frustrações como mãe e também como pedagoga entendida no assunto.

Ele compreendeu prontamente o que quis dizer e concordou imediatamente comigo. Idade para mim é posto, por isso, de todos os médicos que fui, esse foi o único que me passou segurança completa do que estava fazendo pelo meu filho e eu sabia, internamente, que meus sentidos não me enganariam.


Fiquei mais calma em relação a esse assunto, ao ponto de iniciar minhas consultas neurológicas com o mesmo médico do meu filho; eu também precisava de ajuda e já estava na hora de cuidar de mim de verdade.

Com relação ao Tutu, trocamos a medicação. Segui a risca os protocolos médicos pedidos e meu olhar ficou ainda mais atento a qualquer reação que ele pudesse ter. 

Para a minha felicidade e alívio, não ocorreu nada de anormal com Tutu, nenhum sintoma negativo; tive ainda o bônus de ver meu menino se achar "grande" por conseguir tomar remédio de pílula, rs.

Os dias passaram, normais como qualquer outro; até que aos poucos fui percebendo algumas mudanças. Elas se tornaram mais significativas durante o período de férias; tanto por estar 24 horas direto de olho no filho, como por perceber um salto antes nunca visto em sua maturidade.

Num resumo rápido posso afirmar que o problema de fala de Tutu desapareceu; não gagueja e nem rateia mais as palavras. 


Antes Tutu tinha a mente mais rápida que a boca, causando um stress pessoal para se fazer compreender; por vezes preferia ficar calado e observar o mundo, a compartilhar algo com os colegas e as pessoas não próximas; ficava extremamente nervoso por não ser entendido e me questionava do pq ter que falar para se comunicar com todos nesse mundo.

Agora sua fala é clara e precisa; se antes falava muito em casa, agora a tagarelice se expandiu para todas as partes do mundo; se antes dava "oi" para as pessoas desconhecidas que encontrava pela rua, agora se deixar, quer parar e conversar com todas elas, rs. 


Seu repertório está mais maduro e eficiente, agora vê prazer em conversar, relatar e argumentar fatos e/ou situações; gosta até de duelos de pensamentos e afirmações pessoais, não é a fase do pq, é a fase do "me convença disso numa conversa produtiva", rs.

O remédio também trabalhou nas oscilações de humor de Tutu; não que ele ao se frustrar não acabe sofrendo, aprendendo, chorando ou emburrando, ele ainda é uma criança; mas consegue trabalhar melhor os sentimentos, internalizar emoções e a lidar com eles de um modo próprio e mais objetivo.

Está também mais focado em acontecimentos e situações ao seu redor, até mesmo nos jogos eletrônicos, vê agora um prazer de raciocínio que antes não tinha maturidade emocional para perceber. 


A melhora também se deu na prática de esportes, ficou mais atento no futebol e muito mais centrado na capoeira.

Tutu melhorou em muitos aspectos, mas continua o mesmo em outros tantos, não pq seja TDAH, mas pq é parte de sua natureza. 


Ele continua elétrico, amoroso, esperto, corredor, questionador, gentil, crítico, com tom de voz elevado e a famosa pulga na cueca, rs.

Tutu continua o menino de essência veloz!

Tanto que finalmente ganhou seu apelido de Capoeira, agora ele é o Flash!

Com amor, medicação, paciência e coragem, sei que ele vai longe...



22 de jan de 2018

Mudanças rápidas sem agendamento prévio



Mudança... O palavrinha complicada, principalmente para mim...

Eu adoro mudanças, mas quando elas acontecem de acordo com os meus planos e termos, fato! Sou egoísta nesse ponto, rs.

O início de grandes mudanças pessoais e profissionais se deu no início na metade do ano de 2017, tomou impulso nos meses finais e em janeiro de 2018 deu uma guinada tão forte em minha vida, que admito, ainda estou atordoada...

Vamos falar de uma parte do meu 2018!

Eu descobri que meu filho sofria bullying; obviamente não descobri pela escola... mas como educador é uma categoria que todo mundo conhece alguém em comum e constantemente faz curso, encontrei profissionais conhecidos, que conheciam gente da escola do meu filho. 


Pedi por informações e as colhi horrorizada.

Eu sabia que meu filho era estigmatizado, afinal de contas eu era a mãe louca que trocou o filho de professora no início do ano letivo; mas resolvi usar o estigma a meu favor... eu sei usar muito bem as armas que a vida coloca em minhas mãos, sou uma vingativa justa por assim dizer.

Em janeiro ocorreu o retorno ao Neurologista de Tutu e o meu pedido, absurdo, mas necessário; de arrumar um outro laudo para meu filho. Por conta do modo de ensino público municipal, eu sabia (principalmente por estar inserida nele) que se não fizesse algo urgente, meu filhote seria engolido pelo sistema e cuspido como um resto qualquer; sendo empurrado pela barriga nos anos subsequentes.

Como sou brasileira e não desisto nunca, sei usar a melhor arma brazuca, o poderoso "jeitinho brasileiro". Pesquisa aqui e acolá, fala com um e outro; voilà, arrumei meu trunfo!

Fui com um número de CID específico e com uma justificativa precisa para o consultório médico; ele me ouviu, refletiu e consentiu... afinal não era uma farsa, mas a constatação de um caminho até o laudo final; portanto, não infligiria nenhuma lei ou mesmo qualquer código de conduta médico, pedi um CID 84.9; o famoso Transtorno Global Não Especificado do Desenvolvimento.

O CID 84 é um código temido por muitos pais e escolas, pq é generalizado como CID de Autismo. Mas é um dos CID que a Secretaria de Educação aceita para o aluno ter direito a um apoio em sala de aula (estagiário), quando a criança não possui uma deformidade física ou mental severa; uma vez que o TDAH não é visto pela SEDU como algo que pode comprometer a educação das crianças.

Saí do consultório com um misto de vitória e perda pessoal.

Vitória por conseguir um papel que pode ajudar na melhora do aprendizado escolar do meu filho; perda por ter que precisar de um papel desses para ajudá-lo a sofrer menos bullying e olhares de desaprovação na escola. Usei para benefício meu e de Tutu, o que a primeira professora do meu filho tanto arrotou ao vento, que ele era um Autista e eu era uma mãe que precisava aceitar isso.

A escola agora tinha dois laudos para definir meu filho: o do TDAH e o do Autismo... pq todo mundo diz que o 84 é laudo de Autismo, já o ponto alguma coisa, o nível do Transtorno; sim, isso já se tornou uma "verdade" no meio educacional, um absurdo de quem não se atualiza, fato.

Larguei esse "peso" de laudo na mão da Pedagoga, ainda falei que ela teria tempo para brigar junto ao Setor da Educação Especial para conseguir um estagiário para meu filho e que torcia para que ele chegasse antes de março; disse ainda q iria ajudar a escola a buscar esse profissional enchendo o saco do Setor, pq Tutu teria provas a cumprir e notas a alcançar; me despedi sabendo que esse "pepino" seria colocado na mão da professora dele na 2º série.

A noite tive uma longa conversa com minha mãe, pq ela tem a paciência de me escutar por horas, ainda mais quando eu falo sem parar, rs. A preocupação de ambas era a mesma, como será que Tutu ficará na 2º série, etapa que se iniciam as provas quantitativas; as que reprovam se não alcançar a média mínima estabelecida.

Mas eu sei que não adianta colocar a carroça na frente dos bois, como dizia meu pai; eu teria que ter a paciência budista de sentar, esperar e pagar para ver. Isso que eu não suporto, depender de fatores nas quais eu não posso interferir previamente, aff.

Respirei fundo, prometi a mim mesma curtir as férias que já estavam batendo na porta e pedir ao Universo Divino por qualquer coisa que pudesse me ajudar nesse momento de aflição; pq o desconhecido é a única coisa que pode me atormentar.

Até que....

[Obviamente, nada comigo é tempo calmo e tranquilo por muito tempo, né? Céu de brigadeiro é um luxo por aqui, rs.]

Estava calmamente passando pela sala de casa, quando olho instintivamente para a grande estátua de Bast que existe ali; o sexto sentido apitou e a mensagem veio na mente: preciso ligar para a escola de Tutu!

No final do ano passado, por conta da nova escola, tive que trocar meu turno de trabalho; fui na escola do filhote e pedi que ele trocasse de horário, que fosse para o vespertino; como não é aluno novato, sabia que ele teria preferência na troca de turno.

Infelizmente a confirmação aconteceria somente a partir de 20 de janeiro, mas como era uma troca quase certa, estava tranquilona; até olhar para Bast.

Imediatamente ouvi a grande bomba de destroçou minhas certezas: Tutu não trocaria de turno! 


Obviamente questionei o pq e o motivo me surpreendeu: Uma grande quantidade de alunos da 2º série repetiu de ano! Desse modo, não ocorreriam aberturas de novas vagas, uma vez que a escola ainda teria que dar conta dos alunos da 1ª série
 que subiram de nível. As salas de aula que comportam 25 alunos (no máximo) ficariam com 27 ou 28 alunos por sala, para dar conta do quantitativo de alunos matriculados; abertura de novas salas de aula para a 2ª série era impossível por falta de espaço físico adequado.

Imediatamente pirei o cabeção!!!

Andava de um lado para outro no salão externo, tentando pensar em qualquer coisa que me ajudasse a sair daquela situação caótica.

Ficava me perguntando o pq de estar passando por aquilo; uma vez que o mais difícil eu havia conquistado, trabalhar perto de casa!

Olhava para os meus altares e indagava mentalmente: tão de sacanagem comigo?!

Eu estava nervosa, eu suava as bicas, a mente trabalhando num nível aceleradíssimo... tinha que pensar numa saída.

Liguei novamente para a escola, implorei até, mas nada poderia ser feito; liguei para outras pessoas, realmente não havia o que se fazer; tentei mover montanhas, mas foi em vão... mas isso não ia ficar assim, não poderia ficar assim; onde eu colocaria o meu filho enquanto trabalho?!


Contratar uma empregada? Precisaria de dois empregos para isso! Mas com dois empregos eu pago a empregada; mas quem auxilia nos estudos do meu filho? Essa conta jamais daria um resultado exato e satisfatório!

Pensei num local meio turno... de manhã escola, de tarde Tutu lá; seria uma boa, afinal de contas não deve ser tão caro assim, né? Ledo engano... o perto de casa ainda pensaria no assunto, por coleguismo, pq só trabalhava com crianças pequenas, aff.

Corri na calculadora, fiz umas contas e peraí; para pagar um local meio período com esse preço absurdo, eu coloco mais um pouco e pago uma escola particular, oras!

Liguei para mamãe... conselho materno é o que há de melhor no mundo, ainda mais com a praticidade dela; agradeço muito à ela por isso no meu DNA, rs.

Após muito papo e sofrimento coletivo, mamãe bateu o martelo: eu te ajudo! Era o que eu precisava ouvir!!!

Bati os dedos no telefone e liguei para minha amiga Lú, falei nervosamente: me dá o tel da escola do seu filho?

[Com o lance do acidente grave de mamãe (ainda tenho que escrever sobre isso), Lucyana ficou com Tutu algumas tardes para eu ficar despreocupada com ele, enquanto o pai ia para o serviço; numa dessas ficadas, Tutu acabou indo para a festa de final de ano da escola do filhote dela e adorou o ambiente de lá, ficou por dias falando como a escola do amigo era bacana. Como ele adorou essa escola, foi a primeira opção que me veio a mente, aliada a um valor de mensalidade, na qual, com a ajuda de mamãe, eu poderia pagar.]

Antes de ligar para a escola particular ainda olhei para o local onde ficam meus altares e bradei: não me faltem agora!!!
Na conversa com a escola, a notícia: eles ainda tinham vaga para o turno vespertino, mas só três vagas! Como já havia garantido o aval de mamãe, disse que ia lá naquele momento para efetuar o pagamento da mensalidade e garantir a vaga do meu filho e assim fiz.

Mobilizei, rapidamente, tudo mundo da casa e partimos.

Corri na escola pública e pedi um papel que comprovasse que Tutu estudava lá e estava aprovado para a 2ª série, já que o papel da transferência só após o dia 20 de janeiro. Ok, esse papel já me bastava para garantir a vaga do meu filho na particular, depois eu levaria o da transferência.

Voei até a particular e admito que só respirei aliviada após assinar o contrato e entregar a folha do cheque, rs.

Pronto! Tutu agora é aluno de escola particular!! UFA!!!

Pelo nervoso todo sentido, estava azul de fome, queria me acabar em algo calórico para aplacar todas as subidas e descidas de glicose e minerais que ocorreram nos meus vasos sanguíneos, rs. Fomos no shopping perto do bairro de minha mãe para almoçar; depois de lá, fomos na casa dela.

Mamãe tb estava super agoniada; quando cheguei fomos conversar, e como eu falei, putz!

Contava cada detalhe sentido... da olhada para Bast até a entrega do cheque; literalmente, foi uma saga de sentimentos e atitudes. Pelo menos o final foi vitorioso para toda a família!

E na conversa feminina, algumas coisas foram percebidas e outras foram se encaixando ao nosso entendimento, finalmente compreendemos o todo.


Eu estava insatisfeita com a escola que Tutu estudava, fazia educação em casa afim de ajudá-lo; mamãe temerosa pelas coisas que ele estava sofrendo e que seguramente sofreria na 2ª série.

Sempre pedi ao Universo Divino que fosse feito o melhor pelo meu filho e que eu tivesse forças e ajuda mental para promover isso. Mamãe sempre pedia pelo melhor ao neto e que eu tivesse discernimento para aguentar fazer o que fosse melhor para ele. Obviamente pedíamos por melhorias sociais e educacionais para Tutu e ambas foram ouvidas. Eu sempre o quis na escola particular; mamãe sempre quis que eu tivesse recursos para isso.

Então do modo "torto" e "nada fácil" das coisas acontecerem comigo, assim se fez! Meus mais sinceros pedidos de alma foram ouvidos e concretizados, todos de uma vez, num curto período de tempo; consegui o emprego perto de casa e a escola particular de Tutu.

Obviamente que estou muito feliz com isso tudo; mesmo que tenha ocorrido no meio de uma tempestade de emoções e suadores prolongados.

Tenho certeza que ficarei mais tranquila sobre a educação que Tutu irá receber nesse 2018 e ficarei mais descansada com a educação em casa que darei como apoio; já mamãe ficará mais aliviada por ver o neto e a filha bem.

Sobre o futuro profissional, sei que irei encarar os desafios de frente e eles não serão poucos; mas sou uma boa profissional, uma ótima estrategista e sairei vitoriosa tb.

Será um ano de cintos apertados; mas daremos conta!

Já o final do dia foi igual em ambas as casas...

A noite foi plena em calmaria e alívio!

Eu acendi  todos os meus altares em agradecimento, dancei por cada um deles; mamãe conversou amorosamente com suas santidades.

Ambas agradecendo pela graça alcançada; todas lutando em prol de um pequeno ser que amamos incondicionalmente!

Para melhorar ainda mais o desfecho do dia, a Lú me avisa que pode transportar Tutu para a escola quando ela levar e buscar o filho; nem transporte escolar vou precisar procurar.

Uma gentileza que inunda meu ser de gratidão por tê-la em minha vida!

Obrigada Universo Divino!

Namastê! 🙏

11 de dez de 2017

Saindo da Zona de Conforto




Muita coisa para escrever... mas vamos por partes.

A falta de tempo não é o meu único problema, preciso de espaço para internalizar certas decisões e ver que consequências futuras pagarei pelos meus atos...

O que posso dizer, hoje, aqui, é que fiz um salto no escuro... Esse será o assunto do dia!

Estava há tempos com problemas pessoais em relação ao meu campo profissional, na verdade estava morna, indo para o frio; e não gosto de ser assim.

Buscava uma saída para esse sentimento; obviamente, sem condições de trocar de emprego ou mudar de área profissional.

Pedia há tempos por mudanças; mas não gostava da ideia de sair da minha zona de conforto, fiz uma boa cama para deitar e me aproveitava disso.

Mas para pessoas como eu, pedir verdadeiramente algo, é ter a certeza que, se for para minha evolução e aprendizado (na marra), ela virá; cedo ou tarde, mas virá.

E assim se fez, nesse ano apareceu aquela oportunidade única; mudar de ares, mudar de escola e o melhor, poder trabalhar pertinho de casa; pq não?

Obviamente, nem tudo são flores, na verdade, nunca é!

Eu teria que passar por um processo onde a quantidade de anos trabalhados equivalem a pontuações; tenho 10 anos nesse meu emprego, mas isso é pouco comparado aos demais que normalmente passam por esse processo seletivo.

A vaga que eu queria, já foi muito disputada num passado, nem tão remoto, de 2 anos; para se ter uma ideia do acirramento naquela época, minha colocação se deu após constatar a existência de 151 pessoas na minha frente.

A vaga que eu disputaria, era mau falada por uma quase totalidade de pessoas, que nem eram pretendentes diretas à ela; tudo pq a chefia imediata não é conhecida pela sua ótima qualidade de relacionamento, embora fosse qualificada como excelente profissional; típica pessoa (diz o povo) difícil de se lidar e que não aceita o famoso "jeitinho brasileiro".


A vaga que eu queria era no turno oposto ao meu, necessitaria portanto, de mudanças profundas (e rápidas) na vida familiar, o filhote teria que tb trocar de turno.

Mas o atrativo, de trabalhar a 1 quadra de minha casa, falou mais alto; pela economia de combustível (o carro ficará a semana toda em casa), pela qualidade de vida (ir a pé) e pelos novos desafios (saudade desse sentimento, admito).

Me aconselhei com minha mãe e amigas queridas da profissão; não teria de fato nada a perder, a não ser ganhar mais uma decepção pela vaga não conquistada; mas já sobrevivi a decepções piores.

No dia agendado para o Processo de Remoção, compareci. As pessoas me perguntavam qual vaga pretendia e ao dizer o local, me olhavam assustadas; me chamaram inúmeras vezes de louca, só pela fama da escola, tentavam até me convencer do contrário.

Eu dava de ombros e tirava poder do receio de todas as pessoas sobre a Direção da Escola; o medo faz as pessoas desistirem e contei com isso.


Me assustei tb com a quantidade de profissionais pela disputa de vagas desse ano, infinitivamente menor que os anos anteriores, a sala estava bem vazia; isso era bom e me dava novas esperanças.

Até encontrei uma colega de trabalho q também queria a mesma vaga que eu, porém eu estava em classificação melhor (25ª), portanto, se ninguém escolhesse antes de mim, estava no papo!


Fiquei próxima de uma amigona que tb queria trocar de Cadeira (como chamamos nossas vagas efetivas), a dela tão difícil quanto a minha; mas ficamos juntas, torcendo uma pela outra, prestando atenção nas falas das demais, nas ausências e atentas as escolhas das pessoas antes de nós.

Quando chegou minha vez, nunca me senti tão vitoriosa; era a certeza do fim de um ciclo e início de outro, que espero, não seja tão áspero.

Na mesa, no momento da escolha, até as responsáveis pelo Processo de Remoção, ficaram estupefatas com a minha escolha, tentaram em vão me convencer do contrário; mas uma coisa é certa, Diretores vem e vão, a Cadeira, o Posto de Trabalho, é meu até que eu consiga me aposentar, isso se o Governo permitir, rs.

Fiz minha escolha, a nova Cadeira é minha, trabalharei pertinho de casa. Minha amiga tb conseguiu a Cadeira que queria, saímos juntas e vitoriosas do prédio, com o compromisso de no mesmo dia se apresentar ao novo local de trabalho com o Memorando em mãos, para ser entregue na nova escola.

E assim o fiz, fui imediatamente para a nova escola, entreguei meu Memorando à Secretária e fui embora, olhando para tudo aquilo e pensando que agora me "pertencia" tb.

Já moro aqui no bairro há 14 anos, vi de perto seu crescimento, auxiliei junto a Associação de Moradores e agora já é hora de ajudar na educação dos filhos das famílias daqui.

Consequentemente, é tb uma decisão de ficar por mais tempo nesse Município e não pensar tanto em voltar para a Capital. Nas próximas eleições, minha Escola (olha a noção de posse) tb será Zona Eleitoral; portanto, mudarei meu Título de Eleitor finalmente para cá. Pelo visto, só saio daqui quando ganhar na Mega Sena, rs.

Troquei o turno do filho e nessa reta de final do ano, estou aos poucos tirando meus pertences do armário; não deixo nenhuma tristeza, sei que fiz um bom trabalho onde atuo e espero ter deixado muitas marcas positivas de minha passagem por ali.


Meu 2018 terá mudanças significativas; novas potências profissionais e pessoais. 

Tenho a certeza que dei o salto certo, no tempo oportuno; vencerei quaisquer desafios, pq nada acontece por acaso!


Fé no Divino, Fé em Mim, Fé na Vida!




30 de nov de 2017

Recado dado, é missão a ser cumprida!




E os sonhos continuam... obviamente não conto todos os detalhes, até pq ninguém (além de mim), entenderia, rs. Funciona mais, como uma forma de guardar a mensagem para releitura futura mesmo...

As mensagens são enviadas e algumas escrevo aqui com a finalidade de procurar a interpretação correta; normalmente a coisa é fácil, meus sonhos são muito diretos (para mim), principalmente os premonitórios.


Desta vez tive vários em uma noite; são seguidos e com significamos conjuntos.


No primeiro eu usava um carro poderoso e lindo, andava pelo meu município, num bairro próximo ao meu e obviamente me perdi, até pq o local não tinha placa de rua (costume terrível daqui); liguei para meu marido que estava a pé e me ajudou a encontrar o caminho correto. 

Eu tinha que entrar numa rua, cujo nome era a data de aniversário de um parente meu, mas eu lia a data de aniversário de uma amiga; não sei pq. Ele me mostrou, junto com um senhor, a rua que eu deveria ter virado e segui meu caminho sem ele; a finalidade era justamente essa, eu me movimentar por aqui sem a necessidade da presença dele.

Depois o sonho se transportou para dentro de minha casa... Nela eu ia tomar banho no banheiro do meu filho (?); antes de abrir o chuveiro, reparava que na parede existam alguns insetos (besouros pretos enormes) parados e vários enelídeos (minhocas-larvas claras, gordas e gigantes) subindo pela parede. Eu tomava banho sabendo que estavam ali e não me importava, sabia que não me fariam mal.

Então percebi que as minhocas-larvas (pq era a mistura dos dois) tentavam continuar subindo pelos azulejos e começavam a cair das paredes, talvez pelas mesmas estarem úmidas do vapor do chuveiro; elas se contorciam no chão, todas de barriga pra cima tentando desvirar... até conseguia reparar nos detalhes sexuais de cada uma, pois pareciam com barrigas de répteis (?)... mas nada de medo, sabia que eram minhocas-larvas e não poderiam me morder; continuei meu banho calmamente.

Depois de um tempo de chuveiro, senti algo na perna, como se fosse uma mordida, melhor dizendo, uma picada; foi então que vi uma minhoca-larva grudada na minha perna e percebi que era uma cobra, ela havia se disfarçado entre os enelídeos. Imediatamente meti a mão e rasguei a cobra ao meio, via suas vísceras caindo do corpo partido e pendurado. Saí do chuveiro e fui até a escada, pois lá era melhor iluminado e eu teria q retirar a cabeça da cobra da perna com o cuidado de retirar as prezas, para q elas não ficassem na minha perna; aquele mesmo cuidado que temos para retirar o ferrão de uma abelha.

Eu continuava calma, mesmo com todo o acontecido; retirei aquele bicho da minha perna sem problemas e com ar de vitória pessoal; sabia que havia matado um problema. Nesse momento o marido sobe as escadas e vê a cena toda, perguntou se eu estava bem, sem se importar de fato comigo, foi mais um gesto de educação.

 Voltei ao banheiro e vi que os 2 besouros pretos gigantes, que antes estavam na parede, agora estavam caídos no chão do box; todos de pernas para cima, inertes e mortos.

Olhei as demais minhocas-larvas-gordas-gigantes, elas estavam no chão do box, vivas; vasculhava elas a procura de mais alguma cobra, não encontrei mais nenhuma. Sabia que elas iriam engordar mais, antes de se metamorfosear.


Acordei com o som do despertador...

Logo pela manhã, ao tomar meu café, a ficha cai; a verdade me dá um tapa na cara e eu vejo tudo com uma nitidez incrível!

Tenho a seguinte certeza:
1 - Vou ter que ser mais autônoma;
2 - Certos sonhos não vão se concretizar;
3 - Tenho projetos que deverão ser melhor cultivados; no futuro, vão borboletar;
4 - Manter o segredo, para ninguém me picar.

Recado dado, é missão a ser cumprida!

E assim será; pq o Universo conspira ao meu favor e essa é a minha vontade!


29 de nov de 2017

Menina



Não é a primeira vez que sonho com isso...

Não sei se é premonição...

Não sei se é somente desejo...

Os sonhos sobre esse assunto são sempre nítidos, detalhistas e reais.


Só sei que sonho com uma menina.

Ela é clara (não branquela como eu) e tem cabelos lisos e escuros, sempre cortados na altura do ombro.

Ela não é bebê, já passou seguramente dos 4 anos; é a única certeza que tenho, é a unica informação q sempre se repete.

E eu a adoto.

Acordo sempre nesse momento, na conversa sobre a adoção dela; na verdade, uma confirmação que tal fato não poderá depois ser revertido.

Não é a primeira vez com esse sonho, já o tive em anos anteriores e aposto que não será a última.

25 de nov de 2017

Khepri





Post / Face / IG de (23/11/17)

Olha o q resolve aparecer na minha sala; só pq eu “amo” esse bicho. Desta vez pelo menos me controlei, coloquei para fora sem gritar, rs.

Post / Face / IG de (24/11/17)


Mal chego na sala e ele aparece novamente; voando pra cima de mim... 2 dias seguidos? Que mensagem quer me passar? 


Está batendo bem sobre o último assunto publicado aqui...

Já faz 2 dias seguidos q um besouro preto grande (famoso rola bosta) vem ao meu encontro no local de trabalho, que é de manhã. 

Para os q não sabem, não curto besouro, tenho até fobia deles. 

Esse dito, vem voando (desespero!) ao meu encontro na sala dos professores (onde fica minha mesa)! 

Ontem o expulsei numa primeira vez (sem gritar), voltando o dito horas depois, onde novamente o mandei embora sem muito pânico (vitória pessoal e medo de pagar mico na escola, rs). 

Hoje logo q as aulas iniciaram e me sentei, ele veio voando direto na minha direção, me rodopiou, me controlei (sem muito pânico exagerado) e o enxotei; fechei as janelas aproveitando do dia frio como uma desculpa medrosa.

Pedi ajuda aos místicos e os amantes de Khepri no Face; o q será q significa isso?

Eu que 
to passando por poucas e boas com "aceitação", pelo visto, vou ter q vencer a segunda fobia de minha vida, por conta Dele...


Anotei os escritos diversos que enviaram para mim sobre esse Senhor; vou reler muito os textos, ainda mais pq to na vibe de aparar pontas soltas nesse final de 2017!

Pela primeira vez, estou com receio de 2018... pronto, falei!



24 de nov de 2017

Não está sendo fácil, admito!



Quando resolvi me alinhar novamente com meu corpo, com meu Universo, com as energias do Todo Coletivo; sabia que precisava ficar atenta!

Pq mudanças ocorreriam, sutis, pq aí está o desafio; eu teria que sentir, perceber tudo de modo diferente, fitar nos olhos da mudança e não desviar o olhar; não fraquejar, mas suportar e resistir.


Não está sendo fácil, admito!

Quando o medo do desconhecido invade a alma, me apego aos guerreiros que me guiam, que me amam e me protegem com sua força e sabedoria; chamo por eles e por mim, de modo único, pois eles sou eu!

Se permitir a usar nomes, titulações, patentes, falas, tudo para bater no peito e bradar meu nome aos ecos do Universo; acordar quela velha conhecida que faz parte do meu ser, e não me sentir culpada por fazer o que é melhor para mim.


Não está sendo fácil, admito!!

Cartilha para seguir sobre isso tudo, não há; o resultado que terei, tb não sei. A única certeza é que preciso andar, já fiquei tempo demais no mesmo lugar.

Q eu saiba interpretar as imagens e/ou mensagens que aparecer, para ver se me lasco menos desta vez...

20 de nov de 2017

Abrindo novos caminhos



Certas decisões são complicadas; não de se tomar como atitude, mas internalizar no campo sentimental da mente.

É de conhecimento público para quem convive comigo, seja no mundo real ou virtual, que a ida do filhote para o 1º Ano do Ensino Fundamental, bagunçou totalmente meu segundo emprego.

A Scrapier foi, aos poucos, perdendo a força de produção, devido a escassez de tempo e foco disponíveis; pois o turno vespertino era cada vez mais ocupado com os apoios de leitura e estudo de Tutu.

Passei a recusar serviços grandes de festa e/ou encomendas que me tomassem mais de 2 dias de produção; o local da Scrapier em casa se tornava menos atelier e mais escritório. Até que chegou o momento em que nenhuma produção concreta saiu mais de lá.

Estava angustiada com isso, eu não queria perder a Scrapier, não queria que a marca se apagasse da memória das pessoas, não podia deixá-la morrer; mas vender seus serviços, continuava inviável.

Depois de muito pensar, resolvi matar dois problemas com uma cajadada só, rs.

Eu já estava super a fim de fechar meu perfil público no Instagran, mas não sabia como proceder, pois queria que só as fotos pessoais ficassem veladas; as demais imagens de moda, decoração e afins, que guardo como inspirações, podiam continuar públicas como são. 

Foi então que resolvi fazer da Scrapier o meu cantinho para tudo que aprecio: scrapbook, papelaria, planner, adesivos, coisas roxas/douradas/pretas, carimbos, moda, casa, design e decoração.

Desse modo a Scrapier não morreria como atelier, viveria plenamente no mundo virtual; continuaria servindo de inspiração para outras pessoas, até o momento (futuro) em que os mimos voltassem a linha de produção.

E assim fiz; fechei meu perfil do Facebook e do Instagram, agora estão somente para amigos e familiares; a Scrapier no Face e no IG continuam públicos, ativos e com um leque maior de assuntos e inspirações.

Dissociei de vez meu perfil pessoal do profissional.

E assim vou levando a vida, dando continuidade a Scrapier e tendo meu espaço, mesmo que virtual, de hobbies e inspirações artísticas/visuais, trabalhando feliz e com novo foco na Scrapier.