pulo

16 de out de 2017

A ficha caiu...


No feriado eu postei isso no meu Facebook: "A ficha finalmente caiu, sobre o pq deu gostar tanto do Antigo Egito, mas ter um entrave no culto... Só me resta agradecer!" 

Desde que me entendo por gente, gosto do Antigo Egito, sempre tive sonhos vívidos com aquele tempo quando moleca; com acontecimentos e/ou coisas cotidianas ou divinas. Crescendo, fui ampliando meus conhecimentos com leituras históricas, esotéricas e espirituais. 

No Espiritismo compreendi muita coisa, mas foi num Centro que participei mais ativamente, que pude fazer uns resgates de memórias bem interessantes; porém, eles tinham o péssimo hábito de me podar e tentar me proibir de fazer algo, foi quando fiquei revoltada! 

Saí desse Centro e continuei com minhas buscas e estudos sozinha, inclusive na magia.

Nesse caminho solitário, encontrei com a The Kemetic Orthodox Temple - House of Netjer - HON e algo se ligou dentro de mim de um modo fantástico; foi ótimo e fiquei ortodoxa. A coisa toda fluía muito bem, até que cheguei num entrave, num bloqueio; alguém me dizia internamente que eu precisava de mais, algo antigo e ao mesmo tempo moderno, mas eu não compreendia o que era e isso me frustrava muito.

Com a proximidade do nascimento do meu filho e devido a acontecimentos importantes, espiritualmente falando, decidi suspender meus serviços, totalmente. Me dei uma pausa forçada de 7 anos; não importava de onde se pedia a ajuda ou chegasse trabalho, não fazia de modo algum.

E o tempo passa, o tempo voa e a pausa termina...

Com o currículo novamente no mercado e os serviços on line, voltei aos meus estudos e práticas mágicas/espirituais, tirando aos poucos a ferrugem formada nas engrenagens; obviamente esse reinício não é fácil, mas to levando relativamente bem.

Pedi autorização e voltei também na HON. Foi ótimo ver que "Quens" me guiam também gostaram.  E com o retorno à certas práticas cotidianas, advinha quem pintou novamente na área? O tal entrave! Mas como estou num momento em que tenho chutado vários baldes, deixei claro que, ou eu entendo isso de uma vez, ou mando a Merlim para sempre nessa vida.

Eu brinco que o Divino nunca fala comigo; na verdade, o Divino tem que me dar é patada astral, para eu ver se eu presto atenção direito nas coisas, sabe? Sutileza não funciona comigo!

E assim foi; na última vez que senti o entrave, bradei que eu topava saber de tudo de uma vez por todas, mesmo que doesse horrores. O tempo passou e eu esqueci do pedido; pisciano é desligado mesmo.

Então, nesse feriado aconteceu; depois de uns passeios, serviços e visualizações no onírico/astral, dei de cara com um bando e o entrave saltou aos olhos. Esquecendo de onde estava e com quem, pensei alto ao ponto de ficar nítido; foi notável o meu desconforto com a ideia Federada, a veia rebelde ainda pulsa e me orgulho disso, para a reprovação de muitos, rs.

Mas como tudo que ocorre lá, também reverbera aqui, no finds um vídeo longo caiu na minha rede; agora não tinha como dizer que eu nada sabia.

Vendo o vídeo, melhor dizendo, escutando atentamente as palavras lançadas, a mente explodia em mil informações, como se uma gaveta tivesse sido aberta a força e seus documentos fossem jogados na minha cara. A pessoa do vídeo falava , as imagens pipocavam, o conteúdo fazia colagens entre passado, presente e futuro, o espaço tempo era espiralado; nesse turbilhão informativo compreendi completamente o entrave, sob a ótica de várias vidas e muitos postos.

Minha evolução precisava da reconexão com o passado, certas formulações e dogmas, mas nem tudo do passado estaria nas práticas cotidianas, pelo simples motivo de certos ensinamentos terem se perdido nas areias do tempo, algumas práticas energéticas não existem mais; mas outras práticas que vivenciei e resgatei no Espiritismo, na Magia e no Onírico, eram o pulo do gato necessário nesse momento; reunir passado - presente - futuro, vibrar em diferentes níveis e corpos para o resgate pessoal; que é realmente o que importa, pq esse lance de coletivo é uma consequência ao meu ver; sou egocêntrica, admito, rs.

"A libertação está na ascensão individual de cada um de nós!"


Nesse momento me chamei de burra, pelo simples fato de não ter percebido até então, algo tão óbvio!

Passei as últimas horas do feriado com a mente num processo elétrico monumental, essa madrugada nem dormi. 

Obviamente, passarei dias matutando sobre tudo que vi, escutei e lembrei. É muita informação, gente!

A única certeza que tenho, é que não tenho mais nenhuma certeza sobre o que vai acontecer na próxima conexão física espiritual; só espero que minha mente e minha casa não entrem em colapso total, rs.

Vamos ver o que aos poucos, consigo colocar aqui, algo que presta...

10 de out de 2017

Primavera





Nem frio, nem calor; 
Aquele céu azul com a brisa fresca; 
A chuva na medida certa, amoreira carregada; 
Berçário de passarinhos, formigas labutando pelo chão; 
Minha casa fica energizada e eu calma; 
Eu adoro também a primavera! 

6 de out de 2017

Biografia Materna


Eu gosto de criança, trabalho com criança, atuo com criança; mas esse lance de maternidade nunca foi um objetivo de vida, sabe?

Pq conheço gente que a meta de vida é casar, constituir família, ter filhos; no plural mesmo. Tenho amiga que queria só filho, tipo produção independente e assim fez; o que importa é realizar o desejo e ser feliz.

Sempre pensei a coisa de ter filho como uma desculpa de ter alguém que cuidasse de mim na velhice ou que meus bens não fossem dados ao Estado, rs. Meu marido queria filhos logo, eu freei o máximo que pude, sempre pensei que filho é uma responsabilidade muito grande; portanto, tem que vir com alguma estabilidade emocional, física e financeira.

Quando meu lado profissional já estava bom para o mercado de trabalho, a residência já estava quitada, os dois adultos da casa em empregos públicos e carro na garagem; a desculpa dos 30 anos já havia espirado, rs. Engravidei com 33 primaveras no currículo da vida; com a compreensão econômica que essa seria a única vez, pois assim era minha possibilidade. Sempre fui convicta no pensamento: melhor cuidar de 1 direito, do que de 2 mais ou menos.

Eu sabia, sempre soube aliás, que a maternidade seria um problema e também, um divisor de águas em minha vida; não pelo conto idealizado que filho nos faz repensar valores ou prioridades sociais; mas pelo fato que iria mudar meu egocentrismo, individualismo, autoritarismo e principalmente, meu sentimentalismo.

No início, aquele bebê me fez temer o mundo pela primeira vez na vida adulta; pq era um ser totalmente dependente de mim, tudo que eu fizesse teria consequências diretas na vida dele. Cheguei a pensar no que seria dele se eu não estivesse mais nesse mundo. Entendi nesse dia pq muitas mães desenvolvem graus de Síndrome do Pânico, pq elas tem medo de morrer e deixar a prole aos cuidados alheios; fiquei em choque com isso, logo eu, pessoa que nunca me importei com a morte e nem a temi, só possuo o receio natural do modo de partir, nada além disso. Percebi ali que minha vida não era só minha! Isso era um grande desafio...

Obviamente o bebê cresce, com ele, crescem também as informações e os problemas; aumentam as mudanças internas e maternais. Já contei aqui como é meu filho e os atuais desafios que tenho que enfrentar; mas esse post não é sobre ele, é sobre mim!

Me pego, atualmente, repensando as decisões tomadas, as atitudes que preciso ter e como elas são difíceis, são árduas na verdade; mudar seu modo de ser não é fácil, mudar por amor é hercúleo.

Amor, sentimento ainda não compreendido completamente por mim; não o amor romantizado, o amor diário; aquele que nos futuca no cotidiano para nos fazer lembrar que ele está lá e precisa de cuidados. Aquele amor por outrem; pq o amor próprio, aaaahhhh..... esse eu sei direitinho como vivenciar.

É se pegar fazendo coisas, maternalmente falando, que jamais faria antes; pior mesmo é ter atitudes que jurei nunca reproduzir e lá estou, seguindo à risca a cartilha. É se deixar em segundo plano, tendo metade de si revoltada com isso; mas deixando a outra metade orgulhosa dessa conquista, rs.

E passo por neuras, várias por sinal. A gente finge que é tranquila, mas é cada surto interno que a gente tem, não é?

Quando as coisas sem do meu controle, fico possessa; mas criança não é coisa, filho tem a mania de nos desestruturar para ver se nos montamos, de modo melhor, com as peças de Lego da nossa vida.  Filho possui a capacidade de nos dar respostas prontas (até reprodutivas) ou críticas (que dá orgulho) também; nesses momentos, outra peça cai da pilha de Lego, né? Desestabiliza tudo! É o momento crítico do respirar fundo, contar até 10, 100 ou 1000; pq se o impulso toma conta, o autoritarismo vem a tona e o 36 quer cantar, rs. 

Falando no 36... O 36 é o tamanho do meu pé e o fato dele cantar, é isso mesmo que você está pensando, chinelada no bumbum! Não sou mãe que brada que não bate no filho (não evoluí tanto assim), mas não sou de bater feio, até pq apanhei muito na infância; mas chinelo é uma boa arma de argumentação materna. Ele não precisa agir (ou cantar, com chamo), ele só precisa ser lembrado, um reforço na memória de quem já apanhou 1 vez com ele há alguns anos atrás. Aquela vez foi a amostra concreta do que ele é capaz de fazer, que serviu para não ser usada inúmeras vezes; mas se for necessária, atuará. Educar é tb ser firme nos momentos adversos, em prol do crescimento humano e social.

Com o filhote crescendo, o uso é mais na advertência, basta dizer: "Peraí, que o chinelo vai cantar!", que a má vontade, a desobediência, o enfrentamento ou a pirraça, cessa magicamente, rs. Taí uma outra coisa que detesto em criança, além da falta de educação, a tal da pirraça. Gente, isso vem no DNA humano? É defeito de fábrica que tudo mundo tem? Toda criança, alguma vez na vida, ativa essa peça, né? rs.

Sei que pirraça é um descontrole emocional, sei que a criança aprende na frustração; sei também que dá e passa, seja com argumentações, carinho ou atitudes chinelais, visuais e/ou beliscais de adultos; atire a primeira pedra quem nunca sentiu a mão da palmada fortemente na bunda, quando pequeno, aliada a célebre frase: "Agora você tem motivo para chorar de verdade!" Tento a todo custo sobreviver, com o mínimo de lucidez, nesses momentos caóticos e também dolorosos, viu? Não é fácil!!!

A verdade é uma só, maternidade é uma coisa para poucas mulheres; entendo cada vez mais que, ela não serve para qualquer uma. Maternidade não é colocar filho no mundo, nem cuidar com comida; pq isso qualquer fêmea em época reprodutiva pode fazer. Maternidade é educar em prol da evolução; é dar direitos e deveres; é aliar ensino e aprendizagem social, com o mundo louco que vivemos, pedindo por sanidade emocional. Maternidade não é deixar faltar comida no prato, é não faltar amor! Falo isso não só pq sou mãe, mas por conviver com crianças e ver nelas, o que a falta do amor familiar pode ocasionar.


Amor familiar não é dar beijinho e carinho, amor familiar é o olhar cuidadoso; são as atitudes nobres que tomamos para servir de exemplo. Amor familiar é um cuidar do outro, no sentido de proteger e de fortalecer laços. Amor familiar é também se fazer feliz para si e para o outro.


Creio que não estou fazendo feio esse papel de mãe... Embora, a autocrítica seja elevadíssima. A meta pessoal é não reproduzir no filho, os erros de meus pais! Se eu vou errar em algo na educação do meu filho? Obvio que sim! Sou humana, sou falível! E ainda bem! Pq são nos erros que cometo, que acontece depois, as maiores aprendizagens!

Acho que depois dos 18 anos de Tutu, as coisas devem finalmente melhorar; ou não, rs. 


Até lá, vou escrevendo por aqui...

Desabafando as epifanias da mente e da alma materna.


26 de set de 2017

Escrever...


Sabe um bom costume? Eu tinha!

Adorava escrever; sobre mim, sobre os outros, sobre o onírico, os trabalhos escolares, acadêmicos e afins. Mas o tempo, esse senhor implacável, colocou a colega  dele - as tarefas - em meu caminho; infelizmente, em quantidade exorbitante.

O único bom costume que permaneceu foram os diários; pelo decorrer da vida, eles agora são feitos semanalmente, mas registrar os acontecimentos cotidianos, é uma necessidade.

Essa mania da adolescência, ganhou mais força na vida adulta; a mente perdia informações e recordações com muita rapidez, as gavetas do cérebro estavam lotando com os dados acadêmicos e trabalhistas.

Por vezes, até hoje, pessoas me relatam coisas e situações que juram que estive presente, mas não lembro, rs. Pode ser o cansaço mental, as personalidades e até a caduquice precoce; um deles (ou a soma destes?) é o vilão do processo "lembratório".

Mas o legal de escrever é justamente isso; registrar para lembrar!

Já sentei e reli diários antigos para constatar acontecimentos, relembrar coisas boas, ver que sobrevivi às ruins e o melhor; que as coisas que antes afligiam, que possuíam um peso no estilo "fim do mundo", hoje em dia perderam - ainda bem - seu peso dramático. Perceber a evolução pessoal é ótimo!!!

Escrever também é um descarrego mental; à mão, um meio de desacelerar. Embora escreva no blog, tudo aqui colocado, passou antes por uma folha de caderno, sabiam?

Espero dar continuidade satisfatória a esse espaço, sem passar por muitos problemas com isso; quero no mínimo um post por semana. Tomara que dê certo, pq tenho muitas coisas na cabeça e elas precisam virar caracteres, senão vou pirar, rs.

Mas existe outro projeto também acontecendo no campo da escrita; um que estava parado há quase 10 anos. Eu e alguns amigos voltamos a escrever nosso livro de aventuras fantásticas, um livro escrito a 5 mãos; é um projeto complexo, feito graças à internet, com 5 autores bem diferenciados, cada qual com seu modo peculiar de escrita. O plano é publicar antes de 2020; vamos no foco, força e fé!

A retomada desse projeto me deu m novo gás, principalmente nessa reta final de 2017; estava mesmo precisando de novas metas e desafios interessantes...

22 de set de 2017

O mundo dá voltas...



O mundo realmente dá voltas e, ainda bem, estou viva para ver isso acontecer!!!

Sou uma pessoa muito sociável, mas me resguardo; tenho vários conhecidos, muitos colegas e conto os amigos somente nos dedos das duas mãos. 

Obviamente já quebrei a cara com as pessoas; já fui magoada e magoei também, já fui ferida e feri também, já fui prejudicada e prejudiquei também, já me passaram a perna e já quebrei muitas outras por aí. 

Não tenho vergonha em dizer que não espero a Lei do Retorno; ajudo para que ela se cumpra mais rápido e no meu tempo, pois o divino pode demorar demais, rs. Sou vingativa e quando vejo quem me prejudicou se lascar; fico feliz com isso, admito!

Eu aceito quem sou e quem me tornei, convivo satisfatoriamente com minha luz e escuridão; adoro todos os tons de cinza que permeiam meu ser. E nessa onda de viver, existe uma coisa que quando deixamos acontecer, fluir e seguir; até que faz um bem danado, se chama amadurecimento.

Os 4.0 estão mexendo comigo num grau nunca antes suposto por mim; um tsunami de coisas tem ocorrido e estou levando uns caldos feios desse mar revolto. Por vezes vou para o fundo do mar e fico serena naquela solidão maravilhosa; em outras fico a flor d'água tentando respirar e me manter sã no turbilhão tempestuoso. A úncia certeza que tenho é que vou sobreviver a tudo isso e sair mais forte; eu tenho orgulho da mulher que me tornei pq eu lutei muito para ser ela e estou cada vez mais consciente disso.

Mas o amadurecimento... essa coisa que vive no meio das entranhas e sobe até o cérebro no decorrer das primaveras vividas, vai criando um poder de fala e argumentação tão veloz, que até assusta. 

Nesse mês, especificamente, essa coisa tem tagarelado muito no pé do meu ouvido, ao ponto dela, eu e a vingança, ficarmos amigas-irmãs; uma aplacando os desejos da outra, em prol de uma merecida paz de espírito.

Me surpreendi ao consegui respirar fundo numa determinada situação, ao ponto de fazer uma cara amável para o acontecimento e não me deixar enervar até com o tom de voz da criatura em questão; dei uma chance ao amadurecimento e me saí muito bem. 

Com essa vibe ativada, descobri coisas que me surpreenderam; revi conceitos, me permiti ter uma outra visão sobre o todo e gostei de constatar que aquele castelo mágico, antes vendido como perfeito, possui problemas, obviamente nunca divulgados. Um sorriso de canto de boca surgiu na face da vingança; mas um olhar complacente surgiu em mim.

Constatei imediatamente que não estou acostumada com isso, mas consigo lidar com esse sentimento, o que é um grande avanço; chego a dizer que atingi mais um grau de iluminação por conta disso, rs.

Posso até falar que não guardo mais tanto rancor, mas também não tenho amnésia; não sou abestada para acreditar num mundo de amor cor de rosa.

Cheguei a pensar se o meu suposto senso de justiça, não era apenas uma simples sede de vingança... esse amadurecimento é um bicho realmente profundo, né?

E continuo acreditando que a gente não encontra ninguém nessa vida por acaso. Cada pessoa é um teste, uma lição ou um presente; tem gente que vai embora, tem gente que fica, tem gente q expulsamos e tem gente que aprendemos a conviver... Quem sabe assim diminuo o carma para a próxima vida.

Torço muito para que esse amadurecimento dos 40 anos, me ajude e guie. Que eu possa viver uma plenitude evolutiva, com uma dose generosa de bom senso; para lutar principalmente por aquilo que realmente me importa.

14 de set de 2017

Recomeçar





Eu tenho oficialmente 4 Anos Novos no meu calendário... 4 recomeços... 4 possibilidades de mudanças profundas.

Tenho o Ano Novo Civil em 01/01 que todos comemoram, o Ano Novo Mágico em 02/02 por conta de Iemanjá, o Ano Novo Astrológico em 20/03 que esotéricos conhecem e o Ano Novo Kemético, chamado de Wep-Ronpet, que fica entre os meses de julho e agosto (varia de acordo com o aparecimento de Sírius no céu).

Com os anos, cada uma dessas datas especiais tem se mostrado de um modo peculiar em minha vida; especialmente agora em 2017.

O Ano Novo Civil é a festa com amigos e parentes, auge das férias e das boas energias mentalizadas com simpatias alegres e poderosas; o Ano Novo Mágico é quando faço agradecimentos e novos pedidos a Iemanjá, carregado de muito Axé; O Ano Novo Astrológico é o período de fechamento do Inferno Astral e leituras, estudos e pesquisas de mapa astral e afins planetários; já o Wep-Ronpet é a reconexão com minha Regente e Amados egípcios.

Esse 2017 está se mostrando o ano de reconexão total no campo  espiritual, místico e mágico; sabia que iniciar o ano kemético regida por minha Mãe, seria um páreo duro, um amadurecimento forçado de última hora nos 4.0 e a coisa toda se tornaria uma grande mexida; dito e feito!


Minha Senhora já chegou dando patadas no chão da minha vida vida, levantando a poeira para eu dar a volta por cima, na marra; pq eu sou avessa a mudanças bruscas, fato!


Com isso um inconformismo monstro tem tomado conta de mim, uma inquietude de alma; uma vontade crescente de chutar o balde, jogar tudo para o alto sem me importar com quem vai catar tudo depois, com a certeza única, que não serei eu.


Uma vontade cigana de desencravar as raízes de meus pés e rodar o mundo, sem destino e sem querer levar ninguém comigo.


A necessidade urgente de se fazer um retiro espiritual, me abrir ao desconhecido (que já foi amigo), pois é sabido que o momento chegou.


Aquela vontade de ter quietude mental a fim de organizar as coisas internas em novas gavetas rasas.


Sentir as mudanças corporais que me possibilitam ser ativa novamente, para o corpo guerreiro estar apto para o que virá; querer sair do sedentarismo de anos, para valer; o famoso corpo são, mente sã.


Saber, no âmago do ser, que preciso de novos desafios intelectuais e profissionais, mas não saber patavinas por onde começar.


Querer, sentir, almejar; esses são os sentimentos que permeiam a alma nesse momento. 


É o meio que Ela tem para mudar minha mente, que tem vivido um certo ostracismo, um terrível conformismo e até uma morte lenta de ideias juvenis.


Algumas coisas já consegui realizar no mundo físico (as duras penas); práticas espirituais cotidianas, Ioga (coluna sem dor faz isso) e o início das tentativas inusitadas de meditação (com Tutu perto é uma coisa hercúlea). Tento fazer disso tudo, parte das obrigações diárias, pq se não me obrigo, com todo o peso que a palavra deve ter, não faço; sou a rainha da procrastinação, admito!


Sobre as demais inquietações... estão em processo... Só espero que eu encontre a harmonia necessária entre elas, entre eu e a família, entre eu e minha sombra, entre eu e o mundo externo.



Que Ela promova a estabilidade mental e emocional tão necessária em meu ser; que Skinner me auxilie no autocontrole, pq essa é a palavra chave no momento.


11 de set de 2017

Agora é oficial...


Agora é oficial, eu tenho um filho com laudo.

Após grande pressão da escola, que me obrigou a assinar um Termo de Compromisso; tive que fazer pressão com o Neurologista para conseguir um laudo para Tutu.

O Neuro estava irredutível, queria me explicar que o laudo rotularia meu filho, que a escola não o ajudaria por conta de um laudo; muito pelo contrário, usaria o papel para justificar tudo que meu filho não fizesse no tempo dos demais e a professora poderia lavar as mãos, não se importaria de fato com o desenvolvimento cognitivo do aluno por conta de um CID. Ele até falou: "... como ela espera que um laudo a ajude a compreender seu filho? Ela nessa altura do ano já deveria saber como ele é! Já deveria dar atividades diferenciadas, ela sabe que não terá direito a estagiário, que é o que ela realmente quer!"

Ele estava muito revoltado, eu também.
Ele como Médico já viu esse filme inúmeras vezes, eu como Pedagoga idem.
Ele lia e relia o relatório escolar, achando-o um absurdo; eu como Pedagoga concordava com ele.
Mas eu estava como Mãe naquele consultório, engoli discursos pedagógicos e falei que não adiantava ele/eu reclamar, a escola exigia um laudo, eu tinha que levar um laudo e acreditar que um CID faria a escola se mover a fim de promover melhores condições de aprendizagem ao meu filho.

Ele deu um longo suspiro, afinal de contas era a quarta consulta de meu filho, Tutu não tem nem um ano de atendimento e já ia ganhar um CID; fui clara com ele, disse que concordava com tudo que conversamos nas consultas anteriores, que o CID não teria, para mim, o peso que a escola desejava, portanto; ele poderia dar o CID de qualquer coisa, contanto que eu não parasse no Conselho Tutelar.

O médico sorriu e disse que daria um CID de TDAH e que após seu retorno de um congresso, eu voltasse lá para informar algo sobre a escola; até lá ele pensaria sobre mudar a medicação de Tutu.

Falei que agendaria a nova consulta e torci, junto com ele, por algum posicionamento positivo da escola ate esse retorno.

Saí da sala olhando para um papel com um TDAH escrito bem grande; agora eu tinha em mãos um documento oficial que dizia que meu filho tem um problema, que meu filho é uma criança especial, que tenho um menino "laudado" em casa.

No carro, fiquei em silêncio, a mente em mil pensamentos, muitas indagações, nenhuma resposta.

Em casa fiquei absorta em maquinações mentais, divididas entre áreas pedagógicas, maternais e sociais.

Me segurei, literalmente falando, para não ir na biblioteca pedagógica particular da casa ou no Santo Google buscar sobre o TDAH; jurei para mim mesma não ler sobre o tema no feriadão e muito menos me remoer sobre isso no período. 

Consegui!!!

Agora, no início da nova semana, iniciarão minhas buscas sobre o TDAH, pesquisarei sobre informações mais recentes; além do material já conhecido por mim, vou ao encontro de técnicas novas e/ou novos métodos de abordagem, diferentes dos que já uso na escola ou mesmo com Tutu; pq antes de um CID no papel, a suspeita sobre o TDAH já era um "achismo" pedagógico há muito tempo já trabalhado por mim aqui em casa.

Aguardarei ansiosa pelo posicionamento da escola, agora que possuem o laudo tão exigido; obviamente lutarei com mais afinco sobre as intervenções pedagógicas ditas e necessárias na última reunião pedagógica, agora que sabem o que meu filho tem.

Algo me diz que é o início de uma árdua batalha! 

31 de ago de 2017

Filho


Filho é a prova concreta da sua continuação no planeta e que a lei das almas existem; inclusive suas provações. Tenho as minhas com Tutu, fato comprovado cotidianamente.

Me veio um menino doce, meigo, amoroso, tímido e sensível; tudo que já fui e na marra suprimi, matei ou involuí dentro de mim. E me vejo lidando, por vezes, comigo mesma;  me esforçando para não reproduzir os erros que tiveram comigo, ao mesmo tempo em que luto para amadurecê-lo, com o reles intuito de fazer com que ele sofra menos do que eu, na mesma idade.

E a Flavinha avoadinha da escola, se uniu ao Claudinho hiperativo e esquentadinho da sala de aula, resultando no atual Tutu. Obviamente passo perrengue num sistema de ensino público engessado, quantitativo e podante; pq embora Tutu seja inteligente, o excesso de cimento nos pés o incomodam, fazendo com que a mente fértil saia dos muros escolares, ou viaje no balançar dos lápis em suas mãos, resultando em inúmeros deveres sem conclusão; atitude que não combina com qualquer estilo formal de ensino.

E eu sofro horrores com isso, pq como qualquer mãe, não quero que meu filho sofra ou passe por discriminação, pq obviamente fiz projeções sobre ele (quem nunca?); pq como Pedagoga não queria ter um filho "problema" na escola (logo eu que trato e cobro os problemas alheios escolares com afinco); pq como cidadã queria um filho exemplar (sem me dar muito trabalho, rs). Mas como na vida nunca é aquilo que queremos, eu precisava fazer algo, antes de explodir em frustrações ou depressões.

E Tutu saiu do CMEI e foi para a EMEF, assim e alí, se iniciaram os meus grandes problemas maternos.

Eu que já tenho a fama de Pedagoga do Capiroto, agora sou a Mãe dos Infernos; tudo pq no início do ano letivo meu filho caiu numa sala cuja professora me chamou na segunda semana de aula para perguntar se meu filho era Autista ou TDAH; pq além de não compreender nada que o menino falava, não obteve laços com ele, não conseguia o atingir pedagogicamente e nem pessoalmente, e exigia que eu levasse Tutu ao Neurologista urgentemente para saber o que ele tinha.

Nas primeiras falas eu fiquei abobada, depois fiquei absurdamente ofendida, não só como Mãe, mas como Pedagoga. Obviamente ela não sabia minha profissão, mas fiz questão de dizer e mostrar; pedi os embasamentos dela e da Pedagoga em duas semanas de aula, perguntei o que ela fez para a adaptação dos alunos, que vindos de CMEIs, obviamente estavam "perdidos" numa EMEF tão grande como aquela; perguntei se ela era formada em Psicopedagogia ou alguma especialidade médica de alto nível para em duas semanas cogitar sobre qualquer problema ou distúrbio neurológico em seus alunos; enfim, falei e falei muito. Discursei sobre o currículo e as normativas do Município, questionei a Pedagoga (muda até então) sobre que procedimentos ela tomou em 2 semanas de aula com meu filho e se ela tinha conhecimento de quem ele ao menos era, além de perguntar como uma professora tem a coragem de "diagnosticar" os alunos, além de dizer que eles precisam ser quietos, que fiquem sentados em seus lugares, pq não quer ter problemas. Mas ao final da reunião, onde virou um grande monólogo da minha parte, pois tanto Professora quando Pedagoga  não possuíam mais capacidade de argumentação; falei que levaria Tutu ao Neurologista para que constasse que não me opus ao pedido da escola.

Na semana seguinte fui ao Neuro que ficou estupefato e obviamente disse que Tutu não era Autista e muito menos TDAH; mas possui baixa concentração, causada pela imaturidade, coisa que passa com o tempo e receitou um remédio de baixa dosagem para auxiliar meu filho e a escola parar de "encher o saco" nas palavras dele.



Retornei a escola, pedi uma Reunião Pedagógica com a presença do Diretor, o que infelizmente não ocorreu, e após expor tudo que eu tinha para falar, inclusive que o médico não daria nenhum laudo no início do tratamento, exigi a troca de turma para meu filho, alegando incompatibilidade da Professora com meu filho e agora a falta de confiança da Família com a profissional. A resposta da Pedagoga é que ela passaria esse meu pedido ao Diretor na data oportuna. Saí da escola, fui trabalhar e em casa, liguei novamente para a escola, querendo falar urgentemente com o Diretor. Obviamente ele não sabia de nada que estava acontecendo, concordou imediatamente com as minhas falas, prometeu transferir meu filho para outra classe e sanaria tal situação, tomando as devidas providências cabíveis sobre o ocorrido com as profissionais envolvidas. Em dois dias ele me retornou para avisar qual turma receberia Tutu.

Mais aliviada por Tutu estar em outra sala, sabia que não demoraria para ser chamada para outra reunião; a nova professora iniciou sua fala querendo defender a colega de profissão (percebe-se aí a fama que adquiri, não é?) e assim tomou a primeira resposta materna e pedagógica de minha parte, onde falei que a reunião era sobre o meu filho e se ela tinha algum questionamento ou fala sobre a colega de trabalho, que a fizesse à Direção Escolar, e que por ética não falaria sobre o assunto com pessoa não autorizada. Tanto Pedagoga (calada como sempre) e professora entenderam que, ou entravam no assunto do meu filho ou eu ia embora.

Sobre Tutu, nas demais reuniões que compareci, inclusive a do Plantão Pedagógico, a reclamação continuava a mesma; sua enorme distração, a mania de não ficar por muito tempo sentado, a demora em copiar do quadro ou em terminar tarefas; mas desta vez a professora falou sobre a maturidade e concordamos em algo. Pelo menos elogiou a leitura, alegando que melhorou muito. Mas alertou sobre a falta de sociabilidade: ele diz que não tem amigos e não se esforça em fazê-los, não tem prazer em sentar em duplas e que fica muito nervoso quando contrariado; na hora lembrei da personalidade do pai, e o xinguei mentalmente por ter essa genética danada. Tive até que ler um Termo de Compromisso, onde se marcou os problemas pedagógicos de Tutu e estava escrito que escola pede que a família se comprometa em ter dedicação ao estudo e ao comportamento disciplinar coerente com as normas de educação apropriada à convivência social, juntamente com uma observação a mão, de que a escola fez pedidos desde o início do ano, sobre um Laudo Médico de um Especialista, onde a família ainda não o entregou para a escola. Enfim, assinei tal documento e pedi uma cópia, até para levar ao Neurologista de meu filho, para ver se ele faz um laudo para a escola. Mas também exigi um relatório minucioso sobre o comportamento social e cognitivo de Tutu para apresentar para o médico em questão.

Algo precisava ser feito, pelo meu filho, pelo seu estudo e capacidade de aprendizagem, para meu ser parar de sofrer. La fui eu buscar por mais ajuda especializada para Tutu, fui nas amigas Pedagogas, na Fonoaudióloga, na Pediatra Homeopata, nos Florais, nos esportes, no Neurologista novamente; tudo para que ninguém da escola tenha a petulância de dizer que nada fiz ou não me importei, pq até escutei o célebre ditado: "Em casa de ferreiro, o espeto é de pau." Além disso tudo, como trabalho na área educacional pública, sei que não vou mudar o sistema de ensino e nem meu filho com sua imaturidade do dia para a noite; portanto iniciei 2º turno educacional nas tardes semanais.

Tutu na EMEF fez minha vida virar de cabeça para baixo; sumiu a empreendedora e empresária, ficou somente a mãe 24 horas e a  Pedagoga em 2 turnos. Claro que não lido com isso muito bem; ser Mãe eu até assumi, ser Pedagoga em dois turnos ainda estou digerindo, mas deixar o lado empresarial tem me consumido, num grau altíssimo devo dizer. Me dói ser só Mãe, Pedagoga e Dona de Casa; passei uma grande parte da vida fugindo desses rótulos e aos 40 anos me vejo mergulhada nessas 3 funções até o pescoço.

Praticamente abandonei minha loja, não aceito mais grandes encomendas; faço pequenas coisas, cuja produção seja de no máximo 2 dias e larguei os cursos on-line; a Scrapier atualmente está em Stand By.

As tardes são de apoio maternal pedagógico, ver os deveres do dia, auxiliar nas tarefas de sala não terminadas (são mandadas para casa), ficar perto no dever de casa e fazer os "exercícios da mamãe" sobre leitura; pq embora não exista a obrigatoriedade dela no 1º ano, foi nítida a exigência e obviamente Tutu ficaria aquém da turma sem ela.

Ser Pedagoga foi uma escolha, ser mãe uma decisão muito bem pensada, ser empresária uma realização prazerosa, mas ser dona de casa, sinto muito, nunca quis ser; corro de fogão e limpeza como o Diabo foge da cruz, rs.

E me sinto sobrecarregada. Me sinto frustrada. Me sinto derrotada em alguns momentos e obviamente, como ser crítica e muito pensante, fico procurando onde errei... Me questiono mais como mãe... Pq preciso saber lidar com o filho que tenho. Ele é a cara do pai, o comportamental do pai, a imaturidade do pai, mas tem o temperamento mandão da mãe, rs. Preciso lembrar o tempo todo que embora ele seja um espelho meu em muitos aspectos e em vários momentos, Tutu tem suas próprias particularidades, que vão aparecendo mais com o avançar da idade e precisam ser respeitados; mesmo que doa, mesmo que ele quebre a cara, mesmo que ele precise amadurecer sozinho na luta da vida.

Enquanto isso eu tento me controlar para gritar menos com ele, falar menos vezes a mesma coisa, exigir menos de um comportamento que ele ainda não tem, puxar menos ele para um padrão que, no fim, é inexistente e utópico; preciso deixar ele um pouco solto também. Dar mais beijos, mais abraços, mais carinho, mais calmaria, mais quietude mental, mais brincadeiras, mais amor.

Mas admito que ter um filho é um trabalho árduo, não são só flores, nem tudo é tom pastel. Ter filho é a certeza de mudanças internas diárias, de quebra de paradigmas, fim de projeções e sentir as falhas (pessoais ou não) com mais força do que antes.

É a mania terrível (sim, sou individualista e egoísta) de se deixar em segundo plano em prol do filho; é despir de si mesma para pensar no outro que coloquei no mundo; é se renegar por alguém e no fundo, gostar disso sem admitir.

Sinceramente, é mais fácil gerenciar, empresariar e formar adultos do que ser mãe; mas quando esse menino que gerei e veio ao mundo me enche de abraços apertados, beijinhos estalados e diz que me ama; todas as dificuldades enfrentadas perdem espaço na minha mente e a frase dele acalenta meu coração.

Espero, sinceramente, ser a melhor mãe que me é possível ser...

Tomara que o futuro sorria para mim!




18 de ago de 2017

O que eu seria se não fosse a profissão que tenho?


O que eu seria se não fosse a profissão que tenho?


Historinha da minha vida, rs.


Há 20 anos atrás eu seria uma rebelde com jaqueta de couro, com uma moto e veterinária, ou oceanógrafa, ou pediatra; meu único mal foi ter bom gosto e querer profissões de gente rica.


Veterinária não existia na capital, no modo público... Não tinha condições de me bancar fora da casa de meus pais.

Oceanografia não existia no ES, só no RJ e no RS... Não tinha condições de me bancar fora da casa de meus pais.
Pediatria, pelo que me lembro, no modo público havia a UFES e no particular a Emescan; num eu não tinha pontuação/estudo para passar, no outro não tinha verba.

No auge da minha maturidade de 19 anos, o que existia na minha possibilidade, na minha frente e que eu gostava?


Tinha Artes Plásticas (mas era profissão de quem morria de fome - assim dizia meu pai, mesmo eu tendo uma boa mão para desenho e afins), Psicologia (mas não me achava capaz - grande erro da minha vida) e Pedagogia (afinal de contas eu gostava de ensinar coisas, gostava de crianças e de gerenciar ensinamentos).


Fui com tudo na Pedagogia!


E me lasquei... pq eu entrei para fazer a prova da Universidade com a teoria da Pedagogia de antes de 1996, quando o currículo acadêmico era outro; jamais quis ser professora (nem Magistério eu tinha), queria pesquisar, queria gerenciar, queria formar e capacitar adultos pensantes.


A verdade seja dita, queria alguma coisa pq já estava na idade de ir para um curso superior (os pais pressionando muito para eu ter um 3º grau), mas já que os "sonhos" de formação não eram possíveis, que eu pegasse qualquer coisa menos pior e que eu pudesse suportar estudando por 4 anos, fato!


Quando descobri no andamento do curso que eu seria professora, foi um balde de água fria! Mas tanto o pai quanto a mãe estavam contentes, eu era a filha que conseguiu entrar num curso superior, sem ter que pagar mensalidade para isso. Um orgulho para eles!


Entrar na UFES foi a abertura um mundo novo para mim, mundo de muitas descobertas e maturidade adquirida na marra, com 20 anos eu não era ninguém, uma boboca na verdade, rs.


Durante o percurso, a parte do ser pesquisador me cativou, depois descobri a Informática Educacional e vi ali meu viés por uns bons anos, até que entrei na Pedagogia Empresarial e ali vi terreno fértil; porém.... a realidade, dura e fria, foi outra.


A Informática educacional não criou muita força no estado, a única empresa que atuava bem nesse ramo (eu estagiava nela) fechou. A Pedagogia Empresarial era um jogo de cartas marcadas, estagiei muito bem na área, o que me possibilitou trabalhar nisso depois; mas infelizmente a empresa paulista que me empregava saiu do ES e aqui o povo não dava a maior importância sobre ter um Pedagogo dentro de uma empresa siderúrgica.


E no mercado de trabalho, eu tinha um diploma que me possibilitava dar aula para criança. Me lembro que nos anos finais da UFES eu saía capacitada para Ensino Fundamental (antigo 1ª a 4ª série), mas podia (e deveria) fazer Capacitação e Especialização em Educação Especial ou Educação Infantil, obviamente, fui para a Educação Infantil; já havia internalizado sobre mercado - vagas - empregos, quantitativamente falando.


Como sempre estagiei desde o primeiro período do curso, eu tinha um currículo com experiências profissionais muito boas, não foi difícil arrumar emprego de carteira assinada na área particular. Como eu trabalhava "pouco" comparado com os demais e ganhava "bem" comparado às amigas, fui levando de boa, sem grandes pretensões por anos a fio.


Mas já viu professor de escola, dando aula, ganhar muito? Pois bem, eu queria mais salário no orçamento doméstico de uma recém-casada. Saí da área pedagógica e fui para o mercado formal, caí numa empresa de telemarketing, onde vi que poderia crescer. Ledo engano, serviço muio estressante, com pouca valorização profissional e o pior, minha voz estava indo embora por excesso de trabalho; foi nesse momento que minha ficha caiu, se eu perder minha voz, meu diploma só servirá de enfeite. Pedi as contas e saí! Voltei para a escola que trabalhava antes, coloquei o rabo entre as pernas e acabei com qualquer pretensão pessoal de mudar de profissão.


Amigas falavam para eu entrar no Serviço Público, fazer concurso para dar aula em escola pública, pela seguridade mesmo; mas só de pensar nisso, eu ficava enojada. Pensava nas crianças carentes, remelentas, sujas e piolhentas, em instituições caindo aos pedaços, com salas super lotadas; era isso que as amigas concursadas me relatavam e eu não queria esse "sofrimento" na minha vida.


Fui me capacitar na minha área de formação, fiz uma pós-graduação em Supervisão Educacional e levava a vida sem maiores brilhos; como sempre ficava de olho nos cursos da Universidade, descobri que um curso de Pós havia descido ao nível de Capacitação, pensei na hora que isso seria alguma obrigatoriedade futura e lá fui eu para a UFES, afim de fazer Gestão Escolar.


Dito e feito! Quem não quisesse se matar dando aula, e desejasse atuar como Pedagoga, gerenciando e capacitando os demais, teria que ter Gestão Escolar no currículo.


Foi quando ocorreu um concurso público para Pedagoga com atuação em Gestão Escolar; como eu tinha o curso e sabia que o mercado era carente (Prefeituras com obrigatoriedade sobre esse profissional), fui lá, passei e entrei. Na minha imaturidade, eu teria "distância" da sala de aula, ledo engano, rs.


A primeira escola que fui trabalhar foi tudo de bom, bairro considerado "elitizado", professoras das antigas que me deram dicas maravilhosas e eu era a boa pedagoga pé no chão, aquela que conhecia a vivência (louca) de uma sala de aula; comigo não era no achismo ou no "tem que fazer", era na possibilidade de atuação. As crianças eram no patamar das escolas particulares em que havia trabalhado, estava no céu; mas tudo que está no céu um dia cai, caí! Tive que ir buscar uma "cadeira", posto de trabalho "perpétuo", seria meu local de trabalho por muitos anos até conseguir "tempo de casa", para lutar por postos melhores. Assim me ensinaram...


A segunda escola que fui, graças a ajuda da localização do Google, era a mais perto de minha casa; é num bairro considerado por muitos como violento e carente. Me deram milhões de recomendações contrárias sobre o local, mas era o único "perto" de casa  e eu morava num Município até então, desconhecido por mim. Fui na fé a na coragem, pq o medo já era meu companheiro.


Entrei numa escola que tinha aquela equipe formada há anos, professores com uma puta bagagem pedagógica, que além de conhecer bem a comunidade, me ensinaram o caminho das pedras para meu sofrimento ser menor. E o ser humano se adapta ao ambiente que está inserido, me adaptei na força e na desconstrução de um monte de coisas que julgava como certa ou errada, a maturidade delas esbofeteou na minha cara tudo aquilo que nunca havia passado, socialmente falando. E no decorrer desses 10 anos como servidora pública, fiz 9 nessa escola; creio que atuo bem lá, afinal de contas, ninguém me botou para correr até hoje, nem professores, nem comunidade escolar. Admito que só saio daquela Unidade quando puder trabalhar na escola do bairro onde moro; é o sonho atual, ir e voltar a pé para o trabalho, quem nunca?


Mas fico me perguntando (inquietamente) o que eu seria se não fosse Pedagoga...


Se eu gosto da minha profissão? Sim, senão não suportaria ela até hoje, ainda mais com todas as problematizações que existem; pois a Educação está numa ladeira social deprimente. Mas eu ainda tenha o sonho de 20 anos atrás, aquele de trabalhar com outras áreas...


Ser oceanógrafa não está mais nos meus planos, embora o salário seja ótimo. Veterinária, atualmente me contento em cuidar dos meus bichos, talvez quando eu aposentar eu resolva compreender o milagre da química que nunca entrou muito bem na minha cabeça. Psicologia, ainda é uma vontade latente, quem sabe um dia.... mas creio que teria que passar por um especialista primeiro, hahahaha! Artes Plásticas, bem, seria uma desconstrução completa do ser que sou hoje, inclusive nas minhas prerrogativas e pré conceitos existentes, tanto da área, quanto fora dela. Mas me questiono se teria saco, essa é a palavra, para aturar 4 anos de formação em horários loucos e descompromissados com uma grade fechada por turno; no mínimo teria que deixar de trabalhar para dar conta de participar de aulas nos turnos matutino, vespertino e noturno.. Quem me bancaria? Acho q só quando aposentar mesmo.


E nas andanças da vida, já me peguei sonhando em empregos burocráticos com sala própria, ar condicionado e salário alto, tão utópicos no meu currículo quanto a paz mundial ; mas me pego lendo sobre graduações em Filosofia, em Sociologia e até Parapsicologia; enfim, profissões em que continuo "ensinando" e ganhando mal, rs. A única certeza que tenho é que não iria para graduações fechadas nas áreas de exatas e biomédicas, pertenço mesmo a área de humanas.


O que será da minha vida profissional futura com tantas inquietações mentais? Sinceramente não sei....


Mas estou numa vibe estranha, já faz um tempinho é verdade, onde rogo para que a sexta-feira chegue, aguardando por um sábado "babadeiro" (que obviamente quase não ocorre) e fico triste ao final do domingo, quando lembro que tudo recomeça na segunda-feira às 5 da madrugada.


Isso tem realmente me preocupado cada vez mais....


Mas ainda não tenho uma solução ou resolução sobre esse sentimento problema...


Será a crise dos 40 anos?


Será rebeldia profissional??


Ou será que sofro com a Síndrome de Burnout???


Acho que está na hora deu buscar ajuda profissional...

16 de ago de 2017

Crente fanático é chato; crente fanático pagão é pior ainda!



Crente fanático é chato; crente fanático pagão é pior ainda!

Nesse meu retorno aos estudos "esquisotéricos", trabalhos mágicos, reconexões e afins; fico de longe observando os demais... afinal de contas, estou em terreno "novo" e preciso compreender como os "nativos" agem, antes de intervir de alguma maneira ou até mesmo, deixar o circo pegar fogo.


E fico cá, nas minhas observâncias, me questionando: pq o povo continua tão chato?


Antes deu "sumir" do mapa, esse povo detentor absoluto da verdade (verdade esta não dita por eles, mas como bom papagaio, repetida por esses), ficavam arrotando "isso" ou "aquilo", dizendo o que se "pode" e o que não "se deve fazer e até o "proibidão pagão".


Eu que nunca fui muito de seguir regras, pq sofro do mal absoluto da aprendizagem (interagir e sofrer as consequências do ato de pensar, sentir e vivenciar); sempre preferi saber o pq não se pode algo e se não pode, pq raios serve a transgressão, rs.


Antes de seguir gurus, sempre segui meus instintos, minha energia e meu medo; pq quem não sente medo é um tolo...


Alguém me dizer que tal coisa não é para o meu bico, que tal ser não é alcançado ou pior, que só fulano de tal com o grau master power é que pode, aaaahhhhh.... é me atiçar, fato.


E eu vejo uma velha guarda repetindo coisas (que hj em dia não acredito mais, pq minha vivência foi outra ou pq meu estudo me levou a outro patamar), levando uma garotada no mesmo caminho de repetências e me questiono: Quem evoluiu? Eu que pulei fora do coletivo ou o povo que continua olhando para as mesmas estrelas sem perceber a mudança no céu?


Com o tempo e idade (maturidade faz milagres) aprendi as duras penas, que cada um tem seu tempo e nem adianta tentar ajudar na maioria das vezes, todo mundo precisa passar pelo mal absoluto da aprendizagem; mais cedo ou mais tarde, isso chega para todos, ainda bem.


Só que perceber nego desdenhando do outro... acho triste!

Ver gente agindo como professor arcaico em sala de aula, podando aluno... acho triste!
Massificando uma pessoa, pq "tem que ser assim"... acho triste!

Nessas horas agradeço ter dado a "louca" e sumido... ser chamada de "insana" e ter largado listas e grupos pagãos - inclusive suas lutas de Ego (nenhuma saudade disso),  ser apontada como a "traidora" por ter me afastado das "amizades", justamente por não concordar mais com elas; enfim... ter me despido do velho em busca do novo em mim!


Tem uma frase que gosto muito: Por mais que o caminho espiritual passe pelo coletivo, ele é sempre só!


Só vc e o Universo.

Só vc e a Divindade.
Só vc e seu credo.
Só vc e por vc.

Coletividade é bom; claro que é!

Ter com quem dividir conhecimentos e vivências é ótimo; é uma via dupla (ou mais) de aprendizado.
Mas no coletivo há o Ego; grande vilão individual.
Obviamente, não sou livre dele!

Admito que preciso internalizar que a coletividade pode ser interessante (novamente), diminuir um pouco as barreiras em relação a isso, saber que podem vir (e deixar vir) coisas boas de terrenos considerados áridos por mim...


Preciso, de fato, aprender a diminuir minha criticidade, ficar calada (inclusive) e deixar o povo errar para aprender o certo, rs.


Sobre os "chatos" que continuam verbalizando as mesmas coisas de uma década atrás, inclusive suas reclamações, suas energias egóicas ou de perseguição.... Bem, a caravana passa (eu estou nela) e os cães continuam ladrando...